segunda-feira, 27 de julho de 2009

nome próprio

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"quando você tira a roupa algo se revela - você tem uma tatuagem de cicatriz.

quando você tira a roupa algo se revela - você deixa a personagem e vira atriz."

Dentro de todo o vazio entre as palavras ditas e as formas dadas por quem as lia pude encontrar um pouco do mistério interminável da riqueza no interior da alma humana, transcrita muitas vezes, em cada expressão-ação-reação atordoadora que fui capaz de manifestar nas últimas horas.
Hoje eu resolvi escrever, voltar a escrever, mas não por ser um dia especial, e sim por ser comum como qualquer domingo de inverno, por ser dia em meio a noite, por ser vivo e cheio de novos ares, gélidos e inconstantes, mas vivos em mim como as nuvens que o deixaram em tons de cinza. Escrevo agora por que preciso, por que só as dores salvam e só os pensamentos que fogem dão vazão a estas linhas. Descobri que não faz diferença se as coisas e as idéias não lhe fazem sentido no momento, pois um dia não tê-las vai fazer falta, e uma falta que você não é capaz de imaginar, nem se quiser. Escrevo agora pois estou sorrindo, e rindo de mim mesma.

Meu ontem agora parece um futuro tão distante, uma ideologia banal. Mas essa crença irreal parecer dar-me força suficiente para mover meus dedos neste teclado.

Tenho vontades, desejos, verdades. Ironicamente não seria capaz de viver sem eles, cada um deles. Cada um que me move e me mantém viva, que alimenta meu corpo e alma e me faz seguir em frente na crença de um novo amanhecer brilhante e cheio de novas vontades, desejos e verdades, tão minhas que não as dividiria com ninguém, nem mesmo aqui, nem mesmo em um sofá vermelho no colo de um bom amigo.

Hoje eu precisava, queria.
Ver. Assistir. Ler. Escrever. Dormir. Até o brilhante dia que se aproxima raiar e me trazer novas motivações que me tragam de volta a este lugar para transcrever mais algumas frases que não me farão sentido, mas que gostarei de reler em algum tempo.

“O impulso de vida e o impulso de morte habitam lado a lado dentro de nós.
A morte é a companheira do amor. Juntos eles regem o mundo”. Sigmund Freud


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